Há postos para a poesia?

Rudimentos vocais

Aspirações orais

Há dias sonoros

Inquietações hertzianas

Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

Em qual playlist quer adicionar esta peça?

Tem a certeza que pretende eliminar a lista ?

Necessita de estar registado para adicionar favoritos

Login Criar conta

António Nobre

Sobre o autor

Nasceu em 1867. Foi um poeta português que aliou a subjetividade do Romântico ao poder de sugestão do Simbolismo. Estudou em Coimbra e em Paris. Foi na faculdade que se familiarizou com a poesia Simbolista e publicou o livro de poemas Só. Definiu-o como “o livro mais triste que há em Portugal”. A sua obra é marcada por nostalgia e lamentação, porém usando um vocabulário refinado, característica do Simbolismo francês.