Vivian Maier, Untitled (s/d)

Sobre a fotografia da criança que se deixa posar

de braços cruzados em frente à montra repleta

de luvas e que olha Vivian nos olhos, o historiador

destacou a importância de usar relógio. No entanto,

quanto mais a observo, mais prefiro que aqui fique

registada a condição de um certo absoluto que se

percepciona naquele olhar. E não se conseguindo

definir a natureza desse absoluto, nem o seu nome,

nem o seu tempo, nem o seu lugar, contemple-se

todo o rosto, determinado pela sujidade e pelo choro,

e a ausência de um sorriso, para se entender que

o que perturba nesta imagem, tão lírica quanto real,

é o excesso de um auto-retrato.

 

 

De Untitled (2017, volta d’mar)

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A Caixa é uma peça sonora que fala dos gestos íntimos do quotidiano que atravessam a cortina do tempo e se perpetuam na memória emocional daqueles que nos sobrevivem”. (Sofia Saldanha)

 

A Caixa é já um clássico de bolso dos últimos anos e não podia faltar à nossa eclética coleção de OPNIs. Este documentário de curta duração é a única peça de uma autora de língua portuguesa premiada pelo Prix Marulić, nos 25 anos de vida deste prestigiado festival internacional de rádio que todos os anos acontece na Dalmácia, em Hvar – ilha que há cem anos era publicitada como “A Madeira jugoslava”.

 

Prémio Prata na categoria Short Forms do Prix Marulić – International Radio Festival 2021 (Croácia)

 

Nomeada para Melhor Documentário no PRIX EUROPA – Festival Europeu de Media 2019 (Alemanha)

 

Nomeada para os Prémios ‘Create’ e ‘Create GanBéarla’ no HearSay International Audio Arts Festival 2019 (Irlanda)

 

Realização e Narração
Sofia Saldanha
Masterização
Nuno Morão