Há postos para a poesia?

Rudimentos vocais

Aspirações orais

Há dias sonoros

Inquietações hertzianas

Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

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Literatura de abrir os lábios

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“Carne Poética” é o título da performance que juntou as canetas e as vozes de Li Alves e de Maria Giulia Pinheiro na programação paralela da exposição “Amor Veneris – Viagem ao prazer sexual feminino”.

 

Sobre um fundo de imagens manipuladas por Luísa Sequeira, numa sala do Palácio Anjos, em Algés, onde está sediado o Musex – Museu Pedagógico do sexo,  costuraram com a linguagem as marcas dos nossos corpos. Entre a palavra selvagem e a carne silenciada. Aqui fica um excerto.

Imaginem se ouvissem cada uma de nós.

 

data de publicação
25.08.2022
gravação e montagem
Oriana Alves
masterização
Pedro Baptista, PontoZurca