Há postos para a poesia?

Rudimentos vocais

Aspirações orais

Há dias sonoros

Inquietações hertzianas

Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

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A Casa e o Mundo

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Maria do Rosário Pedreira regressa, em Abril de 2022, à “aventura amorosa” de publicar um livro, voltando a cumprir o desafio do também poeta António Osório, um dos primeiros a sentir-lhe o estremecimento das palavras. Palavras que são partilhadas nesta Conversa na Paisagem com Luís Caetano, enquanto “O Meu Corpo Humano” estava entre as rotativas e as nossas mãos.

 

Uma década depois da sua última “Poesia Reunida”, há novos versos desta mulher cuja vida é marcada, de tantas maneiras, pelos livros. Eles são uma forma de ela tirar de dentro de si coisas que lhe fazem mal, porque o corpo é frágil e vulnerável perante o horror do mundo. Salva-nos o outro, a compaixão e o espectáculo da beleza. Com o microfone na paisagem, em quatro pontos cardeais da vida de Maria do Rosário Pedreira, ao livro que é corpo, junta-se a voz que é espírito. Crítico, pois claro.

 

 

 

 

 

 

data de publicação
05.04.2022
AUTORIA
Luís Caetano
EDIÇÃO E MONTAGEM
Luís Caetano
MASTERIZAÇÃO
Sérgio Milhano, PontoZurca