Há postos para a poesia?

Rudimentos vocais

Aspirações orais

Há dias sonoros

Inquietações hertzianas

Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

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Não me obriguem a vir para a rua gritar

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Já nos deu muita poesia em nome próprio e já nos abriu portas a muitas dezenas de autores que traduziu. Margarida Vale de Gato é uma “Mulher ao Mar”, título que vai dando identidade a diferentes livros que criam movimento próprio, uma dinâmica contra a inação e a indiferença, capaz de fazer o sujo cantar.

A conversa começa por entre o som e a fúria de quem quer ter futuro, um lugar que seja seu, chamado planeta Terra. Depois, seguimos para Melides, território de água, e da luz que irradia dela. Um segredo mal guardado de natureza e vivência tranquila, que está prestes a perder-se para uma invasão massiva de complexos hoteleiros e campos de golfe.

Professora na Faculdade de Letras de Lisboa, Margarida Vale de Gato tem por último livro de poesia “Atirar para o torto”, de 2021. Há poucos meses publicou a antologia “O Outono de Oitocentos”, traduzindo meia centena de autores essenciais do século XIX.

No final da conversa escutamos em primeira mão o tema a que Madalena Palmeirim deu vida, com o poema “Marinha”, de Margarida Vale de Gato: “Nem aranha nem sereia, antes fora marinheira…”.

 

data de publicação
06.01.2022
Autoria, gravação e montagem
Luís Caetano
Música "Marinha"
Madalena Palmeirim (sobre poema homónimo de Margarida Vale de Gato)
Agradecimentos
Madalena Palmeirim