Margarida, uma voz onde cabem muitas vozes

Margarida Antunes tem dedicado a vida ao canto. Uma voz que se procura, que se encontra com outras, que semeia.

 

Na infância passou um ano e meio em França, onde o pai esteve emigrado antes do 25 de Abril. Uma experiência que terá contribuído para se tornar assessora de imprensa no Instituto Franco-Português, onde passou a maior parte da sua vida profissional.

 

Antes disso, logo depois da revolução, integrou o GAC – Grupo de Ação Cultural – Vozes na Luta. Ao lado de figuras como José Mário Branco, Fausto ou Luís Pedro Faro, entre tantos outros, percorreu um país pobre e analfabeto, onde faltava tudo, e onde militares e camponeses, por um período breve mas prodigioso, se juntaram a eles num coro pela liberdade e pela justiça social.

 

Já reformada, não lhe sobra muito tempo para descansar. Faz parte da direção da Biblioteca Operária Oeirense, a mais antiga de Oeiras, e da Associação de Canto a Vozes – Fala de Mulheres, responsável pelo pedido de inscrição do canto de mulheres na lista nacional de património cultural imaterial, e é uma das fundadoras do grupo coral feminino Cramol, com mais de quatro décadas de vida e ativíssimo, entre concertos, oficinas de canto e organização de conferências.

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Vai Belo poeta para a rádio

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Talvez tenha sido de Ruy Belo o primeiro poema que Fernando Alves disse na rádio, nas ondas do Rádio Clube de Benguela, em 70 e picos, ou na década seguinte, na Antena 1. Mas são de certeza absoluta de “Aquele Grande Rio Eufrates” as palavras que foram a senha que lançou ao país possível a emissão zero da TSF, gravada há quase 40 anos em Lisboa, numa cave que foi convés e postigo para a então telefonia pirata.

 

Para a estreia do Poemundo, na poesia.fm, este Homem de Rádio[s] regressa às muito sublinhadas páginas de Ruy Belo, um poeta “tão nascido para a rádio, sem que ele próprio porventura alguma vez o tenha imaginado”. E nos versos dele, Fernando relê, com André Cunha, a eterna dúvida do mundo: “Atenção meu amigo às modernas quadrigas / que o sol nascente manda pelas ruas / Olha uma raça assim de santos e heróis / em linha pelas ruas da cidade / a alimentar o ritmo regular do trânsito”.

(gravado antes de 24 de Fevereiro de 2022).

AUTORIA
André Cunha
EDIÇÃO E MONTAGEM
André Demony e André Cunha
COLABORAÇÕES ESPECIAIS
Luís Borges
Laura Romero
PRÉ-MASTERIZAÇÃO
André Demony
MASTERIZAÇÃO FINAL
Sérgio Milhano, PontoZurca
AGRADECIMENTO
TSF