Vanessa, pintora de azulejos de papel

Há quem pinte com palavras e veja o mundo em fractais azulados. Vanessa da Paz veio de Florianopolis, a ilha mágica do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Chegou ao Coletivo Bandido, em Oeiras, seguindo o fio do acaso. A contemplação, as cores garridas e a deambulação ocupam os seus dias. À noite, no atelier oeirense, fixa em azulejos de papel cenas vividas entre Alfama, o Chiado, as praias em torno e por onde a leve a arte.

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Vai Belo poeta para a rádio

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Talvez tenha sido de Ruy Belo o primeiro poema que Fernando Alves disse na rádio, nas ondas do Rádio Clube de Benguela, em 70 e picos, ou na década seguinte, na Antena 1. Mas são de certeza absoluta de “Aquele Grande Rio Eufrates” as palavras que foram a senha que lançou ao país possível a emissão zero da TSF, gravada há quase 40 anos em Lisboa, numa cave que foi convés e postigo para a então telefonia pirata.

 

Para a estreia do Poemundo, na poesia.fm, este Homem de Rádio[s] regressa às muito sublinhadas páginas de Ruy Belo, um poeta “tão nascido para a rádio, sem que ele próprio porventura alguma vez o tenha imaginado”. E nos versos dele, Fernando relê, com André Cunha, a eterna dúvida do mundo: “Atenção meu amigo às modernas quadrigas / que o sol nascente manda pelas ruas / Olha uma raça assim de santos e heróis / em linha pelas ruas da cidade / a alimentar o ritmo regular do trânsito”.

(gravado antes de 24 de Fevereiro de 2022).

AUTORIA
André Cunha
EDIÇÃO E MONTAGEM
André Demony e André Cunha
COLABORAÇÕES ESPECIAIS
Luís Borges
Laura Romero
PRÉ-MASTERIZAÇÃO
André Demony
MASTERIZAÇÃO FINAL
Sérgio Milhano, PontoZurca
AGRADECIMENTO
TSF