Vanessa, pintora de azulejos de papel

Há quem pinte com palavras e veja o mundo em fractais azulados. Vanessa da Paz veio de Florianopolis, a ilha mágica do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Chegou ao Coletivo Bandido, em Oeiras, seguindo o fio do acaso. A contemplação, as cores garridas e a deambulação ocupam os seus dias. À noite, no atelier oeirense, fixa em azulejos de papel cenas vividas entre Alfama, o Chiado, as praias em torno e por onde a leve a arte.

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Cinemas vi no ar

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Fume-se então até ao fim

filtro e tudo o verso

 

e o amor do fogo pela palha

e a órbita dos astros mortos

 

os trapos, desde ontem em lixívia

 

Entrar na repetição

 

e entre o verso e o seguinte

 

façam-se os saltos todos

que são belos

os membros que temos no ar

 

no meio das bibliotecas

são belas

as ginásticas antes de morrer

isso e depois regressa-se

 

é como ir ao fim

do mundo comprar

tabaco e voltar

 

a casa

vê-la no seu período áureo

 

e ir já velhos

 

Tabaco e voltar

(entrar na repetição)

 

enquanto os bancos

nos levam as moradas

 

 

 

Miguel Cardoso

excerto de À Barbárie seguem-se os estendais (2015, &etc)

gravação e edição áudio
Oriana Alves
masterização
PontoZurca