Margarida, uma voz onde cabem muitas vozes

Margarida Antunes tem dedicado a vida ao canto. Uma voz que se procura, que se encontra com outras, que semeia.

 

Na infância passou um ano e meio em França, onde o pai esteve emigrado antes do 25 de Abril. Uma experiência que terá contribuído para se tornar assessora de imprensa no Instituto Franco-Português, onde passou a maior parte da sua vida profissional.

 

Antes disso, logo depois da revolução, integrou o GAC – Grupo de Ação Cultural – Vozes na Luta. Ao lado de figuras como José Mário Branco, Fausto ou Luís Pedro Faro, entre tantos outros, percorreu um país pobre e analfabeto, onde faltava tudo, e onde militares e camponeses, por um período breve mas prodigioso, se juntaram a eles num coro pela liberdade e pela justiça social.

 

Já reformada, não lhe sobra muito tempo para descansar. Faz parte da direção da Biblioteca Operária Oeirense, a mais antiga de Oeiras, e da Associação de Canto a Vozes – Fala de Mulheres, responsável pelo pedido de inscrição do canto de mulheres na lista nacional de património cultural imaterial, e é uma das fundadoras do grupo coral feminino Cramol, com mais de quatro décadas de vida e ativíssimo, entre concertos, oficinas de canto e organização de conferências.

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Enfeitar coração e ficar

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Na ressaca da morte de Ana Luísa Amaral (5 de abril de 1956 – 5 de agosto de 2022), a Bobine do Mês recupera o programa A Força das Coisas, de Luís Caetano, que reproduz a homenagem feita à poeta em Janeiro de 2015, no ciclo Quintas de Leitura. Da longa sessão realizada no Teatro do Campo Alegre e pensada pelo programador João Gesta, partilhamos a primeira parte, que inclui leitura de textos de Ana Luísa Amaral por Daniel Macedo Pinto e pela autora e uma conversa com Luís Caetano, que viria a ser seu parceiro no programa “O som que os versos fazem ao abrir”, emitido entre Janeiro de 2017 e Junho de 2022 na Antena 2.

Nascida em Lisboa, a escritora, tradutora e professora universitária viveu em Leça da Palmeira desde os nove anos. Fez doutoramento sobre a poesia de Emily Dickinson e investigação sobre Poéticas Comparadas, Estudos Feministas e Estudos Queer. Desde Minha Senhora de Quê (Fora do Texto, 1990), publicou dezenas de títulos de poesia, teatro, ficção, ensaio e textos para a infância.

A sua obra está traduzida e publicada em várias línguas, tendo obtido numerosas distinções, de que são exemplo mais recente o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero‐Americana (em Maio de 2021), o Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda e o Prémio Vergílio Ferreira (ambos em Junho de 2021), ou a condecoração póstuma com o grau de Comendador da Ordem de Sant’Iago da Espada.

 

agradecimentos
Luís Caetano, Antena 2
João Gesta, Quintas de Leitura
masterização
João Baptista, PontoZurca

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