Há postos para a poesia?

Rudimentos vocais

Aspirações orais

Há dias sonoros

Inquietações hertzianas

Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

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Eternizar cintilações

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Em Maio de 2000, o então Presidente da República, Jorge Sampaio, entregava a Eugénio de Andrade o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Ouvimos do autor, no discurso de entrega, perplexidades, confissões e memórias, desde a anunciação da poesia, nos embalos da mãe e na Cartilha de João de Deus, até Homero e Safo, Li Bai e Wang Wei, Pero Meogo ou Rimbaud, Whitman e Pessoa.

Este mês celebra-se o centenário do seu nascimento.

 

A gravação integra o programa “A força das coisas”, de Luís Caetano, emitido a 19 de Janeiro de 2013, no dia em que o poeta faria 90 anos.

agradecimentos
Luis Caetano e Antena 2

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