Margarida, uma voz onde cabem muitas vozes

Margarida Antunes tem dedicado a vida ao canto. Uma voz que se procura, que se encontra com outras, que semeia.

 

Na infância passou um ano e meio em França, onde o pai esteve emigrado antes do 25 de Abril. Uma experiência que terá contribuído para se tornar assessora de imprensa no Instituto Franco-Português, onde passou a maior parte da sua vida profissional.

 

Antes disso, logo depois da revolução, integrou o GAC – Grupo de Ação Cultural – Vozes na Luta. Ao lado de figuras como José Mário Branco, Fausto ou Luís Pedro Faro, entre tantos outros, percorreu um país pobre e analfabeto, onde faltava tudo, e onde militares e camponeses, por um período breve mas prodigioso, se juntaram a eles num coro pela liberdade e pela justiça social.

 

Já reformada, não lhe sobra muito tempo para descansar. Faz parte da direção da Biblioteca Operária Oeirense, a mais antiga de Oeiras, e da Associação de Canto a Vozes – Fala de Mulheres, responsável pelo pedido de inscrição do canto de mulheres na lista nacional de património cultural imaterial, e é uma das fundadoras do grupo coral feminino Cramol, com mais de quatro décadas de vida e ativíssimo, entre concertos, oficinas de canto e organização de conferências.

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Adelaide Ivánova

Sobre o autor

É poeta e ativista pelo direito à cidade, nascida em Pernambuco, Brasil. Em 2017 foi uma das convidadas da FLIP. Em 2018 ganhou o Prémio Rio de Literatura pelo seu quinto livro, “o martelo”, que foi publicado no Brasil, Portugal, EUA, Reino Unido, Alemanha, Argentina e Grécia. Em 2020 foi nomeada para os prémios de poesia Derek Walcott e National Translation Awards. Seu 10º livro, “chifre”, foi publicado em 2021 pela Edições Macondo, e sua primeira tradução será publicada nos EUA pela Tripwire Pamphlet Series no outono de 2022.