Margarida, uma voz onde cabem muitas vozes

Margarida Antunes tem dedicado a vida ao canto. Uma voz que se procura, que se encontra com outras, que semeia.

 

Na infância passou um ano e meio em França, onde o pai esteve emigrado antes do 25 de Abril. Uma experiência que terá contribuído para se tornar assessora de imprensa no Instituto Franco-Português, onde passou a maior parte da sua vida profissional.

 

Antes disso, logo depois da revolução, integrou o GAC – Grupo de Ação Cultural – Vozes na Luta. Ao lado de figuras como José Mário Branco, Fausto ou Luís Pedro Faro, entre tantos outros, percorreu um país pobre e analfabeto, onde faltava tudo, e onde militares e camponeses, por um período breve mas prodigioso, se juntaram a eles num coro pela liberdade e pela justiça social.

 

Já reformada, não lhe sobra muito tempo para descansar. Faz parte da direção da Biblioteca Operária Oeirense, a mais antiga de Oeiras, e da Associação de Canto a Vozes – Fala de Mulheres, responsável pelo pedido de inscrição do canto de mulheres na lista nacional de património cultural imaterial, e é uma das fundadoras do grupo coral feminino Cramol, com mais de quatro décadas de vida e ativíssimo, entre concertos, oficinas de canto e organização de conferências.

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Pasolini: a vida tão ferozmente

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Nasceu há cem anos, a 5 de Março de 1922, o criador que vivia nas coisas e inventava o melhor que podia um modo de lhes dar nomes, como ele mesmo se definiu. “O incancelável Pasolini” – assim lhe chama o Corriere della Sera neste centenário – foi poeta, cineasta, escritor, crítico literário e “artista de todas as artes”, incluindo da telefonia sem fios, quando ainda na década de 50, antes de escrever diálogos para Fellini ou de assinar o seu primeiro filme, realizou um documentário radiofónico a bordo dos comboios que atravessavam a Friuli da sua juventude. Havia sido precisamente em língua friulana que ele publicara alguns dos seus primeiros versos.

 

Provocador, voz alta e livre, impossível de encaixar no frame da sociedade que o rodeava, o “escritor corsário” viveu e morreu pelas suas ideias. Nas noites da rádio de 1980, cinco anos depois de Pier Paolo Pasolini ter sido assassinado em Ostia, o Café Concerto da Rádio Comercial dedicava-lhe o “feature” que agora voltamos a escutar, usando o pertinente estrangeirismo com que Aníbal Cabrita descreve o programa. Gentilmente cedido pelo arquivo público, via Antena 2, à qual agradecemos. Um abraço especial ao Aníbal Cabrita, mestre de tanta FM.

 

agradecimentos
Antena 2

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