Margarida, uma voz onde cabem muitas vozes

Margarida Antunes tem dedicado a vida ao canto. Uma voz que se procura, que se encontra com outras, que semeia.

 

Na infância passou um ano e meio em França, onde o pai esteve emigrado antes do 25 de Abril. Uma experiência que terá contribuído para se tornar assessora de imprensa no Instituto Franco-Português, onde passou a maior parte da sua vida profissional.

 

Antes disso, logo depois da revolução, integrou o GAC – Grupo de Ação Cultural – Vozes na Luta. Ao lado de figuras como José Mário Branco, Fausto ou Luís Pedro Faro, entre tantos outros, percorreu um país pobre e analfabeto, onde faltava tudo, e onde militares e camponeses, por um período breve mas prodigioso, se juntaram a eles num coro pela liberdade e pela justiça social.

 

Já reformada, não lhe sobra muito tempo para descansar. Faz parte da direção da Biblioteca Operária Oeirense, a mais antiga de Oeiras, e da Associação de Canto a Vozes – Fala de Mulheres, responsável pelo pedido de inscrição do canto de mulheres na lista nacional de património cultural imaterial, e é uma das fundadoras do grupo coral feminino Cramol, com mais de quatro décadas de vida e ativíssimo, entre concertos, oficinas de canto e organização de conferências.

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Francisca Camelo

Sobre o autor

Nasceu no Porto em 1990: é poeta e diseuse. Tem poemas espalhados em diversas antologias e revistas em Portugal e na América Latina, tendo sido também traduzida em espanhol, grego, francês e alemão. Os seus poemas podem ser lidos na Enfermaria 6, Círculo de Poesía, gueto, Palavra Comum, Ruído Manifesto, Pulsar, e noutros. Autora de “Cassiopeia” (2028, Apuro Edições); “Photoautomat” (2019, Enfermaria 6); “O Quarto Rosa” (semi-finalista do Prémio Oceanos 2019, Corsário-Satã (Brasil)) e “A Importância do Pequeno-almoço” (2020, Fresca Edições). Organiza o “SIN.CERA: poesia e conversas honestas” com poetas convidados mensalmente.