Há postos para a poesia?

Rudimentos vocais

Aspirações orais

Há dias sonoros

Inquietações hertzianas

Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

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Gal Freire [compacto]

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Esta é uma seleção de textos escritos entre os anos de 2020 e 2022 que traçam uma poética violenta e debochada de bailarina desobediente de gênero que escreve. Entre a boneca Barbie, a vida noturna e as paisagens do sertão nordestino brasileiro, o corpo se torna a própria contradição da palavra e o movimento do texto, a primeira anatomia. No limite entre o desejo e a violência, a poesia procura sempre o amor e encontra novamente o corpo.
E porque não sou meu gênero, também sou de fato uma mulher, uma travesti, uma mamífera, um ciborgue que escreve para se casar.

 

 

 

Gal Freire

data de publicação
05.12.2022
gravação
Gal Freire
paisagens sonoras
Jo Mistinguett
masterização
Sérgio Milhano, PontoZurca