Vanessa, pintora de azulejos de papel

Há quem pinte com palavras e veja o mundo em fractais azulados. Vanessa da Paz veio de Florianopolis, a ilha mágica do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Chegou ao Coletivo Bandido, em Oeiras, seguindo o fio do acaso. A contemplação, as cores garridas e a deambulação ocupam os seus dias. À noite, no atelier oeirense, fixa em azulejos de papel cenas vividas entre Alfama, o Chiado, as praias em torno e por onde a leve a arte.

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[Ideia repentina de ser nada]

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Ideia repentina de ser nada.

Como fuzil, tão súbita e estranha,

queda por dentro, vertigem em chama –

pedais e volante, curva de estrada.

 

Noite diáfana em luz que desliza.

Pontos que dançam. Suaves traçados.

Fundo que assomas por todos os lados.

Chuva brilhante, na estrada que gira.

 

Estrada, estrada veloz, espécie de espuma.

Morrer é fácil – e então a dor?

Velocidade. Desejo de ser pluma –

 

o corpo ardente será o que for.

A carne e a consciência… entre uma

e outra – tanto dança, como dor.

 

 

 

 

 

De Sonetos de Amor e Morte, de Maria do Mar (livro inédito)

GRAVAÇÃO E EDIÇÃO ÁUDIO
Oriana Alves
masterização
Sérgio Milhano, PontoZurca