Vanessa, pintora de azulejos de papel

Há quem pinte com palavras e veja o mundo em fractais azulados. Vanessa da Paz veio de Florianopolis, a ilha mágica do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Chegou ao Coletivo Bandido, em Oeiras, seguindo o fio do acaso. A contemplação, as cores garridas e a deambulação ocupam os seus dias. À noite, no atelier oeirense, fixa em azulejos de papel cenas vividas entre Alfama, o Chiado, as praias em torno e por onde a leve a arte.

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[Quem nos dera que o amor não doesse]

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Quem nos dera que o amor não doesse

mas apenas florisse, tão suave

como diáfano de cor ou frase

que em vítrea Primavera jubilasse.

 

Alegria tão breve e que demora –

onde estás?… Onde estão esses planaltos

do prazer fluído e sem sobressaltos

e do indizível que não tem hora?

 

Tão estranho amor que dói e acontece

e sem razão suaviza os caminhos.

Estepe de Verão. Tapete que floresce.

 

Brandura dos vazios desaparecidos.

A suavidade e o velho deserto

coexistem, absurdos e floridos.

 

 

 

 

De Sonetos de Amor e Morte, de Maria do Mar (livro inédito)

 

GRAVAÇÃO E EDIÇÃO ÁUDIO
Oriana Alves
masterização
Sérgio Milhano, PontoZurca