Vanessa, pintora de azulejos de papel

Há quem pinte com palavras e veja o mundo em fractais azulados. Vanessa da Paz veio de Florianopolis, a ilha mágica do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Chegou ao Coletivo Bandido, em Oeiras, seguindo o fio do acaso. A contemplação, as cores garridas e a deambulação ocupam os seus dias. À noite, no atelier oeirense, fixa em azulejos de papel cenas vividas entre Alfama, o Chiado, as praias em torno e por onde a leve a arte.

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O marmelo já merecia

um poema.

 

Não a lassa marmelada,

essa adocicada mutilação,

 

essa abjecta humilhação

de um fruto rijo, baço, brutal

 

mas o marmelo protuberante,

possante, sem sentimentos

 

deixado a secar num estendal

vergando sobre tão pesado sol.

 

 

 

 

 

De Cães de chuva (2021, Assírio & Alvim)

GRAVAÇÃO E EDIÇÃO ÁUDIO
Oriana Alves
masterização
Sérgio Milhano, PontoZurca
agradecimentos
E-learning Café Botânico e Teatro Carlos Alberto