Há postos para a poesia?

Rudimentos vocais

Aspirações orais

Há dias sonoros

Inquietações hertzianas

Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

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O radiolivro de Cesário – 8.º episódio

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Neste episódio do Radiolivro de Cesário damos a escutar os poemas Em petiz, Manhãs brumosas e De tarde, publicados em jornais em 1875 e 1876.

 

Este é o 8.º capítulo do primeiro radiolivro da poesia.fm, que dedicamos à obra de Cesário Verde (1855-1886), publicada postumamente pelo seu amigo Silva Pinto n’O Livro de Cesário Verde. Criador de uma linguagem concreta e realista, o poeta foi descrito por Pessoa como um “relâmpago” na paisagem literária portuguesa de então.

 

A leitura dos poemas, por Guilherme Gomes, corre sobre paisagens sonoras de lugares onde Cesário Verde viveu, de Lisboa a Linda-a-Pastora (Oeiras). Começando a 25 de Fevereiro, dia do aniversário do poeta, e ao longo de dez semanas, todas as sextas-feiras publicamos um novo episódio.

data de publicação
22.04.2022
edição áudio e sonoplastia
Oriana Alves
GRAVAÇÃO E MASTERIZAÇÃO
Sérgio Milhano, Pedro Baptista
PontoZurca

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