Margarida, uma voz onde cabem muitas vozes

Margarida Antunes tem dedicado a vida ao canto. Uma voz que se procura, que se encontra com outras, que semeia.

 

Na infância passou um ano e meio em França, onde o pai esteve emigrado antes do 25 de Abril. Uma experiência que terá contribuído para se tornar assessora de imprensa no Instituto Franco-Português, onde passou a maior parte da sua vida profissional.

 

Antes disso, logo depois da revolução, integrou o GAC – Grupo de Ação Cultural – Vozes na Luta. Ao lado de figuras como José Mário Branco, Fausto ou Luís Pedro Faro, entre tantos outros, percorreu um país pobre e analfabeto, onde faltava tudo, e onde militares e camponeses, por um período breve mas prodigioso, se juntaram a eles num coro pela liberdade e pela justiça social.

 

Já reformada, não lhe sobra muito tempo para descansar. Faz parte da direção da Biblioteca Operária Oeirense, a mais antiga de Oeiras, e da Associação de Canto a Vozes – Fala de Mulheres, responsável pelo pedido de inscrição do canto de mulheres na lista nacional de património cultural imaterial, e é uma das fundadoras do grupo coral feminino Cramol, com mais de quatro décadas de vida e ativíssimo, entre concertos, oficinas de canto e organização de conferências.

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Que sons a pandemia não deixou subir?

No final de 2020, “Massa” foi criada para o projecto New Chronologies of Sound, uma colecção de trabalhos sonoros, a partir de gravações de campo, que nos interpela sobre o surgimento de uma nova percepção do som e do tempo a partir da experiência global da pandemia.

Esta peça é uma colagem construída a partir dos arquivos de Laura Romero: um puzzle de fragmentos, um coro de recordações sonoras em busca de um uníssono onde o documental ficciona e a ficção documenta. Nessa linha de (não)fronteira, o violino expandido de Alexandre Sacha Sakharov há-de guiar-nos até uma adaptação livre do poema “Masa”, do peruano Cesar Vallejo, sempre à sombra das palavras da epígrafe inicial que a autora retirou do livro The Sound of a Room, do poeta, professor e autor radiofónico Sean Street.

 

Depois da estreia, em Junho de 2021, no Teatro Aveirense, e da publicação em vinil no álbum New Chronologies of Sound, “Massa” já passou em diversos festivais e sessões de escuta e fez parte de uma instalação no Museu de Arte Moderna de Medellín, na Colômbia.

 

Grand Prix Nova Radio Drama Festival 2021, Radio Romania.
Primeiro prémio Short form UK International Radio Drama Festival 2022.

 

​AUTORIA E PRODUÇÃO
Laura Romero
​GRAVAÇÕES
Laura Romero
​EDIÇÃO E MONTAGEM
Laura Romero
​MASTERIZAÇÃO
​Lawrence English
​CURADORIA
​Hugo Branco, VIC Aveiro Arts House
​CONSULTOR DA CURADORIA
​Jorge Barco, Museu de Arte Moderna de Medellín
​TRADUÇÃO E LEGENDAGEM
​André Demony
André Cunha

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