Há postos para a poesia?

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Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

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Peça de homenagem a Salette Tavares, no centenário da poeta nascida a 31 de Março de 1922. Uma criação inédita da PuLso – nova poemúsica portuguesa, a partir do poema homónimo da poeta e pensadora do movimento experimental em Portugal.

 

Constituída por José Valente (viola d’arco, composição musical) e Marta Bernardes (voz), a PuLso pretende inaugurar um diálogo aberto onde a música não acompanha o poema e onde o poema não se exclui da sua musicalidade natural; onde a palavra esclarece a pulsação e o intervalo musical realça uma metáfora; onde a voz de Marta Bernardes ultrapassa a função de “diseur” e transcende as rotinas da canção, misturando-se com a rebeldia eclética da viola d’arco de José Valente.

 

 

data de publicação
31.03.2022
Autoria
PuLso - nova poemúsica portuguesa: José Valente (viola d'arco, composição musical) e Marta Bernardes (voz).
Salette Tavares (poema)
Gravação, mistura e masterização
José Valente
Produção
poesia.fm
Primeira emissão
31 de Março de 2022
poesia.fm
Agradecimentos
Rui Torres

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