Vanessa, pintora de azulejos de papel

Há quem pinte com palavras e veja o mundo em fractais azulados. Vanessa da Paz veio de Florianopolis, a ilha mágica do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Chegou ao Coletivo Bandido, em Oeiras, seguindo o fio do acaso. A contemplação, as cores garridas e a deambulação ocupam os seus dias. À noite, no atelier oeirense, fixa em azulejos de papel cenas vividas entre Alfama, o Chiado, as praias em torno e por onde a leve a arte.

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sobre William Carlos Williams

 

 

a ser-

pente

paciente

a-

guarda entre as rochas

por hábito secreto

o instante de atacar

o poema: pedindo

atenção e síntese

delicadeza e fúria,

rasteira entre as ervas

diárias sombrias

um pouco sujas até

— vejo

sua cabeça

de-

vagar

seu

rastro

sibilante

 

a palavra desenrola

sua marcha constante

pedindo presença

desvelo dança

corpo

cada dia

morde

a cauda.

 

 

Diana V. Almeida

de Cosmos e Casas (2021, Urutau)

GRAVAÇÃO E EDIÇÃO
Oriana Alves
MASTERIZAÇÃO
PontoZurca