Há postos para a poesia?

Rudimentos vocais

Aspirações orais

Há dias sonoros

Inquietações hertzianas

Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

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Ana Paula Inácio

Sobre o autor

Nasceu no Porto, em 1966, onde se licenciou em Filosofia. Publicou As Vinhas de Meu Pai (Quasi Edições, 2000); Vago Pressentimento Azul Por Cima, Ilhas, 2000 e Alambique (com CD de poemas musicados por João Paulo Esteves da Sila), 2020; 2010-2011 (Averno, 2011); Anónimos do Século XXI, Averno, 2016,Menos uma hora nos Açores (em co-autoria com Sandra Costa), (volta d’mar, 2022), e o livro de contos Os Invísiveis (Quasi Ediçoes, 2002). Integra antologias como Anos 90 e Agora (2001), Poetas sem Qualidades (2002), Les Poètes de la Méditerranée (2010), entre outras. Publica regularmente em várias revistas literárias.