Vanessa, pintora de azulejos de papel

Há quem pinte com palavras e veja o mundo em fractais azulados. Vanessa da Paz veio de Florianopolis, a ilha mágica do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Chegou ao Coletivo Bandido, em Oeiras, seguindo o fio do acaso. A contemplação, as cores garridas e a deambulação ocupam os seus dias. À noite, no atelier oeirense, fixa em azulejos de papel cenas vividas entre Alfama, o Chiado, as praias em torno e por onde a leve a arte.

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Ruínas

assim dispostas levam séculos a

conseguir (incêndios

e terramotos mostraram idêntico afã e

rigor na

construção) o lugar de

cada pedra cuidadosamente escolhido

pela regra

do azar (há capitéis pelo chão

numa macedónia de estilos

pousados

na própria sombra). Uma antologia de pedras é

bem matéria para

sombras (o próprio tempo se detém quando

coincide com o espaço)

Seria uma

quase heresia mudar estas pedras de sítio

sem a autorização do tempo

o arquiteto do acaso.

 

 

João Luis Barreto Guimarães

in Movimento (2020, Quetzal)

 

gravação e edição áudio
Oriana Alves
masterização
PontoZurca