Há postos para a poesia?

Rudimentos vocais

Aspirações orais

Há dias sonoros

Inquietações hertzianas

Ortografias abertas

Poesias ampliadas

Ondas magnéticas

Escavadas na garganta

Sintonias do tempo

In ti mi da de

Arte Memória Política Opinião

Fruição

Meditação

 

E tudo a postos para escutarmos os espíritos?

Amantes da poesia, camaradas ouvintes, coreógrafas da língua, encenadoras dos lábios

Prontas para afinarmos os espíritos?

Artesãs de palavras, operárias do texto, juristas das frases feitas e cuidadoras de ideias

Tudo a postos para sermos poesia?

Há postos para a poesia?

 

 

 

 

Raquel Lima

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João Luís Barreto Guimarães [compacto]

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A poesia que mais me interessa como autor é aquela que parte do real quotidiano para a linguagem. Como leitor estou, naturalmente, receptivo a tudo o que, de qualidade, possa deitar a mão. Mas como autor interessa-me reaprender a olhar, destapar aquilo que o hábito tapou. É verdade que isso cria uma exigência de novidade que requer surpresa e originalidade. É essa visão do Mundo que procuro. Ainda que em coisas que nos estão próximas. Espero que nesta amostra de poemas isso seja perceptível.

 

João Luís Barreto Guimarães

gravação e edição áudio
Oriana Alves
masterização
PontoZurca