Vanessa, pintora de azulejos de papel

Há quem pinte com palavras e veja o mundo em fractais azulados. Vanessa da Paz veio de Florianopolis, a ilha mágica do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Chegou ao Coletivo Bandido, em Oeiras, seguindo o fio do acaso. A contemplação, as cores garridas e a deambulação ocupam os seus dias. À noite, no atelier oeirense, fixa em azulejos de papel cenas vividas entre Alfama, o Chiado, as praias em torno e por onde a leve a arte.

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Fim de tarde saudade setembro.

Horas flébeis

disse você no telefone citando o Sá-Carneiro.

 

E agora meses depois acrescento:

 

nem cristal nem prata

foi numa daquelas embalagens de alumínio

para viagem que trouxe o que sobrou da alma

 

era pouco mas era tudo o que eu retinha no fim

do dia quando enfim constataria que minha vida

inteira no caminho se estragara.

 

 

 

Eucanaã Ferraz

in Retratos com erro (2019, Tinta da China)

gravação
Rádio Batuta
masterização
PontoZurca
agradecimentos
Rádio Batuta