Vanessa, pintora de azulejos de papel

Há quem pinte com palavras e veja o mundo em fractais azulados. Vanessa da Paz veio de Florianopolis, a ilha mágica do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Chegou ao Coletivo Bandido, em Oeiras, seguindo o fio do acaso. A contemplação, as cores garridas e a deambulação ocupam os seus dias. À noite, no atelier oeirense, fixa em azulejos de papel cenas vividas entre Alfama, o Chiado, as praias em torno e por onde a leve a arte.

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Todo o paisagismo

morre na fotografia

Todas as aves

imitam a água

Todas as árvores

se perdem no céu

 

Toda a roupa interior

quer ser esfarrapada

Todos os sapatos

descambam em coro

Nenhuma ideia de nada

conseguirá dar à costa

 

Retirem o que eu disse

e guardem cada sorriso

para quem se julga só

 

Resta-me ligar ao norte a grande agulha

para sentir picadas nestes olhos futuros

 

 

 

Regina Guimarães

de Traumatório (2020, Douda Correria)

gravação e edição áudio
Oriana Alves
masterização
PontoZurca