Margarida, uma voz onde cabem muitas vozes

Margarida Antunes tem dedicado a vida ao canto. Uma voz que se procura, que se encontra com outras, que semeia.

 

Na infância passou um ano e meio em França, onde o pai esteve emigrado antes do 25 de Abril. Uma experiência que terá contribuído para se tornar assessora de imprensa no Instituto Franco-Português, onde passou a maior parte da sua vida profissional.

 

Antes disso, logo depois da revolução, integrou o GAC – Grupo de Ação Cultural – Vozes na Luta. Ao lado de figuras como José Mário Branco, Fausto ou Luís Pedro Faro, entre tantos outros, percorreu um país pobre e analfabeto, onde faltava tudo, e onde militares e camponeses, por um período breve mas prodigioso, se juntaram a eles num coro pela liberdade e pela justiça social.

 

Já reformada, não lhe sobra muito tempo para descansar. Faz parte da direção da Biblioteca Operária Oeirense, a mais antiga de Oeiras, e da Associação de Canto a Vozes – Fala de Mulheres, responsável pelo pedido de inscrição do canto de mulheres na lista nacional de património cultural imaterial, e é uma das fundadoras do grupo coral feminino Cramol, com mais de quatro décadas de vida e ativíssimo, entre concertos, oficinas de canto e organização de conferências.

Em qual playlist quer adicionar esta peça?

Tem a certeza que pretende eliminar a lista ?

Necessita de estar registado para adicionar favoritos

Login Criar conta

Regina Guimarães [compacto]

Partilhar

Os poemas que escolhi ler em voz alta – espero que não demasiado mal – constituem a quase íntegra dum livro, quase patafísico, que fabriquei em parceria com o Ricardo Castro e a Douda Correria editou. Chegou a pandemia e o livro, que se chama TRAUMATÓRIO, ficou tão confinado que se tornou confidencial. Nem lançado, nem distribuído, é quase um puro Traum. A presente iniciativa abarca quase dois terços do objecto em questão. É como se o livro quase renascesse neste fragmento de berço e barco.

 

Regina Guimarães

gravação e edição áudio
Oriana Alves
masterização
PontoZurca